3 de fev de 2011

Respota à pegunta do grupo bioquímica do câncer

            Estudos mostram que o aumento de gordura em indivíduos aumenta a prevalência de doenças vasculares. A causa de hipertensão na obesidade é a hipernsulinemia proveniente da resistência à insulina em indivíduos obesos, principalmente aqueles que apresentam muita gordura no tronco. A hiperinsulinemia causa a ativação do sistema nervoso simpático e mais absorção tubular de sódio, contribuindo para o aumento da pressão arterial.
Os estímulos químicos associados à obesidade variam de acordo com o sexo - sendo mais comum em mulheres que em homens - e com o órgão. O índice de massa corporal (IMC) e o risco de desenvolvimento de câncer têm relação com a quantidade de insulina circulante no sangue. Quanto maior a glicemia, maior a quantidade de insulina na circulação.
Estima-se ainda que a maior incidência de câncer renal em pacientes hipertensos (condição clínica de muitos obesos) esteja associada ao fato de haver maior extravasamento de espécies do sangue para o filtrado glomerular, o que sobrecarrega as estruturas renais pela necessidade de maior reabsorção.

Referências bibliográficas


http://theoncologist.alphamedpress.org/cgi/content/abstract/15/6/556

2 de fev de 2011

Estresse Oxidativo


        Podemos entrar em contato continuamente com radicais livres por meio de fontes externas, como luz solar, radiação e poluição. Os radicais livres particularmente gerados a partir de oxigênio também são produzidos naturalmente em nosso organismo através de processos metabólicos oxidativos e são de extrema utilidade. São necessários, por exemplo, na ativação do sistema imunológico (como exemplo, os macrófagos utilizam o peróxido de hidrogênio para destruir bactérias e outros elementos estranhos); na desintoxicação de drogas; e na produção do fator relaxante derivado do endotélio, o óxido nítrico, extremamente importante nos processos que desencadeiam o relaxamento dos vasos sanguíneos.
         Quando em grandes concentrações, porém, o excesso de radicais livres pode levar a danos teciduais e à produção de compostos tóxicos, situação que recebe o nome de estresse oxidativo. O estresse oxidativo ocorre em situação de desequilíbrio entre os sistemas pró-oxidantes e anti-oxidantes, em que os primeiros são predominantes. Isso é comum, por exemplo, durante a prática de exercícios físicos agudos, em casos de intoxicação por chumbo, doenças inflamatórias crônicas como artrites e artroses, diabetes, síndrome metabólica (situação caracterizada por obesidade, aumento da pressão arterial, aumento do colesterol e triglicérides, aumento da taxa de açúcar no sangue e aumento da circunferência da barriga), dislipidemias (aumento do colesterol), alimentação rica em gordura saturada e açúcares, exposição prolongada à luz solar, exposição à irradiações ionizantes, doenças degenerativas cerebrais como  Parkinson e Alzheimer, tabagismo (cigarro) e excesso de bebida alcoólica.
          A formação das espécies reativas de oxigênio (radicais livres) ocorre em razão da configuração eletrônica do oxigênio, que o faz apresentar forte tendência a receber um elétron de cada vez. Essa característica, em situação de estresse oxidativo, pode interferir no metabolismo de óxido nítrico da seguinte maneira:
          A adição de um elétron a uma molécula de oxigênio no estado fundamental gera a formação do radical superóxido (O2•-).

         O radical superóxido pode reagir diretamente com o óxido nítrico (NO), um radical livre centrado no nitrogênio, gerando peroxinitrito. Este pode levar à formação de um oxidante com características do radical hidroxil.

         Esses metabólitos derivados do oxigênio, considerados em conjunto, são denominados espécies reativas de oxigênio (ERO), em função da sua aumentada reatividade para as biomoléculas, e em geral alteram o tamanho e a forma dos compostos com os quais eles interagem.
         O estresse oxidativo, por promover a produção dessas substâncias altamente tóxicas, vem sendo considerado fator de risco para a ocorrência de doenças, como as apontadas na tabela abaixo:

         Estudos em ratos apontam que o excesso de O2•- associado à presença de Fe +++ estimula a lipoperoxidação de membranas, responsável pela diminuição da contratilidade miocárdica. Também mostrou-se a influência de radicais livres na ocorrência de aterosclerose e trombos da seguinte forma: Os radicais são capazes de reagir com lipídios de baixa densidade que circulam no sangue, que, alterados, atraem a ação dos macrófagos, que os fagocitam. Quando esses macrófagos, repletos de vesículas com colesterol oxidado, vão participar de resposta a lesões na parede dos vasos, muitas vezes estouram, espalhando o conteúdo oxidado pela lesão. Isso atrai mais macrófagos para a região, criando aos poucos um monte de colesterol depositado, que pode impedir o livre trânsito do sangue (aterosclerose). Além disso, quando LDL é captada por receptores de macrófagos, não ocorre o feedback negativo, de modo que quantidades fatais de lipídeo se acumula, convertendo o macrófago numa célula espumosa, que é precursora de placas de ateroma. A molécula de LDL oxidada é ainda citotóxica e causa disfunção do endotélio vascular, alterando seus mecanismos vasodilatadores e anticoagulantes. A necrose de células espumosas e o aparecimento de células como fibroblastos e musculares lisas leva ao surgimento de uma estrutura contendo cristais de colesterol intra e extracelular, células necróticas, fibras musculares lisas em proliferação, lesões que promovem a ocorrência de saliências para a luz do vaso e são revestidas por uma capa fibrótica, sobre a qual se encontra endotélio lesado e freqüentes trombos.
         Esses dados provam o quanto o estresse oxidativo pode ser prejudicial à saúde cardiovascular.  Há, porém, algumas sugestões de a alimentação saudável auxiliar no impedimento dos mecanismos acima citados. Uma delas diz respeito ao consumo de ácidos graxos monoinsaturados. Estes, encontrados no azeite, óleo de canola, azeitonas, avelã, amêndoa e abacate, são mais resistentes ao estresse oxidativo e fazem com que as partículas de LDL-c fiquem enriquecidas com eles, tornando-as menos suscetíveis à oxidação.
        Espero que o post tenha auxiliado no entendimento de vocês com relação ao estresse oxidativo, via do óxido nítrico e saúde cardiovascular! Um abraço!
        Referencias Bibliográficas:
http://www.fugesp.org.br/nutricao_e_saude_conteudo.asp?id_publicacao=3&edicao_numero=4&menu_ordem=2
 http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922004000400008&lng=en&nrm=iso&tlng=pt
http://ltc.nutes.ufrj.br/toxicologia/mIII.fase3.htm 
 http://bioradicaisbio.blogspot.com/2009/07/aterosclerose.html
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1517-86922002000600006&script=sci_arttext&tlng=es 
http://www.evidenciasaude.com.br/artigos_textofull.php?idartigo=19

Resposta Watch N' Ask

Resposta ao grupo do Álcool





Antes queríamos agradecer a quem assistiu nossa apresentação ontem. Não é todo mundo que vai à aula na última semana para assistir a um seminário. Ainda mais quando várias matérias já encerraram as atividades.




Bom, uma das perguntas que iremos responder foi feita pelo grupo do Álcool e foi a seguinte: Como funciona a diminuição da produção de óxido nítrico em hipertensos? Por que isso acontece?

Resposta:

O endotélio sadio tem funções importantes e que se relacionam para colaborar com a homeostase do organismo. Entre essas funções, temos a produção de óxido nítrico, como foi explicado no post e na apresentação, que está relacionado à inibição da coagulação, vasodilatação e ação antiinflamatória. No entanto, ele também exerce papel na constrição dos vasos. Ocorrem, no endotélio, a produção de prostaglandinas constritoras H2, angiotensina II e endotelinas. Todos esses compostos citados são fatores contráteis mais conhecidos com ECDF (do inglês Endotelial-Derived Constricting Factor).
No organismo saudável, esses fatores dilatadores e constritores dos vasos estão em equilíbrio, tendo a liberação de fatores relaxadores maior importância. No entanto, em situações patológicas, como é o caso da hipertensão arterial, esse equilíbrio é afetado, causando alterações em todo o organismo. À disfunção de liberação de fatores de vasodilatadores é dado o nome de disfunção endotelial.
O aumento da vasoconstrição em hipertensos pode se dar por dois motivos: pelo aumento da produção da fatores contráteis como a prostaglandina H2 ou pela diminuição da vasodilatação dependente do endotélio. No entanto, a diminuição da dilatação dos vasos em hipertensos não se dá pela baixa na produção de óxido nítrico, e sim pela diminuição da sensibilidade das células ao NO.
O NO é uma molécula simples e pequena, com sete elétrons do nitrogênio e oito do oxigênio, o que gera um elétron livre. Por ser uma espécie reativa, o NO pode se ligar a outras espécies reativas tóxicas existentes no organismo, como alguns compostos ricos em oxigênio que são extremamente reativos. Reagindo com outras moléculas reativas, o NO estabelece ligações químicas e se torna indisponível para estimular vias que levem à vasodilatação.
Hipertensos, comumente, ingerem grandes quantidades de sal, o que leva a um acúmulo de radical superóxido. Isso acontece devido à inibição de enzimas que convertem esse radical em compostos menos tóxicos e à estimulação de enzimas que produzem esse radical, como foi explicado durante a apresentação do painel de sal.
Portanto, o que acontece em pacientes hipertensos é que há uma disfunção endotelial em seu organismo. Conseqüência disso é o aumento da produção de fatores vasoconstritores e a diminuição da disponibilidade de NO para participar de vias vasodilatadoras, levando a um aumento da pressão arterial e a manutenção do quadro de hipertensão arterial.


Referências Bibliográficas

BAHIA, Luciana et al. O endotélio na síndrome metabólica. Arq Bras Endocrinol Metab[online]. 2006, vol.50, n.2, pp. 291-303. ISSN 0004-2730.

CARVALHO, Maria Helena C. de; COLACO, André Luiz  and  FORTES, Zuleica Bruno. Citocinas, disfunção endotelial e resistência à insulina. Arq Bras Endocrinol Metab [online]. 2006, vol.50, n.2, pp. 304-312. ISSN 0004-2730.

ZAGO, Anderson Saranz  and  ZANESCO, Angelina. Nitric oxide, cardiovascular disease and physical exercise. Arq. Bras. Cardiol. [online]. 2006, vol.87, n.6, pp. e264-e270. ISSN 0066-782X.

CARVALHO, Maria Helena Catelli; NIGRO, Dorothy; LEMOS, Virgínia Soares; TOSTES, Rita de Cássia Aleixo e ZORTES, Zuleica Bruno. Hipertensão Arterial: o endotélio e suas múltiplas funções. Rev. Bras. Hipertens. 2001, vol.8.

LINARELLI, Maria Conceição Barbosa e POTT JR, Henrique. Estatinas: uma visão sobre aspectos vasculares. Rev. Ciênc. Méd. 2008, Campinas, São Paulo, Brasil.

Postado por: Grupo de Hipertensão

17 de jan de 2011

Aliando saúde ao prazer!

Olá blogueiros queridos,

            O post de hoje vai falar sobre o vinho. Há registros dessa bebida que remetem ao ano 6000 a.C. e pelo visto a história dela está longe de acabar. Mas qual é a relação do vinho com os hipertensos?



            Ainda não estão definidos com precisão os componentes do vinho que fazem dele um protetor do coração. Acredita-se que sua grande importância para hipertensos esteja relacionada a dois componentes: álcool e flavonoides. Os efeitos do álcool diferem para cada pessoa e não há um consenso entre os estudiosos sobre a quantidade de consumo que é aceitável, como já foi explicado no post de álcool. Portanto, vamos comentar agora um pouco sobre os flavonóides.
            Os flavonóides compõem uma ampla classe de substâncias de origem natural, cuja síntese não ocorre na espécie humana. Entretanto, tais compostos possuem uma série de propriedades farmacológicas que os fazem atuar sobre os diversos sistemas biológicos. Do ponto de vista químico, os flavonóides são polifenóis que apresentam a seguinte estrutura básica:  

Já foram identificadas mais de 8.000 substâncias pertencentes a este grupo. O poder dos flavonóides em conter a pressão sanguínea e dar proteção contra doenças vasculares deve estar relacionado ao seu poder antioxidante.
            Os flavonóides são bons antioxidantes por dois aspectos: reduzir os níveis de colesterol LDL oxidado pelos radicais livres e ajudam na reposição de antioxidantes primários.
Lipoproteínas de baixa densidade (LDL) podem ser modificadas por radicais livres que oxidam os ácidos graxos poliinsaturados na molécula de LDL. LDLs modificadas são facilmente absorvidas por macrófagos e tornam-se tóxicas para o endotélio dos vasos sangüíneos. A redução ocorre pela neutralização dos radicais livres presentes no corpo, que ocorre pela doação de hidrogênio dos compostos fenólicos aos radicais livres, que tornam-se inertes. Os flavonóides também podem atuar como protetores e regeneradores dos antioxidantes primários do organismo, como o ácido ascórbico (vitamina C), o tocoferol (vitamina E) e o β-caroteno (vitamina A).
Os flavonóides também diminuem a formação de trombos (trombose) pela coagulação e a arterosclerose. Tem sido estudada sua atividade inibitória da lipo-oxigenase e da ciclo-oxigenase, levando a uma diminuição da agregação de plaquetas e uma redução da tendência à trombose. Isso aliado ao bloqueio da oxidação da LDL pode diminuir a formação de placas ateroscleróticas, que provocam o espessamento e perda de elasticidade da parede arterial. Portanto, as artérias ficaram mais susceptíveis aos estímulos externos.
            Como os flavonóides também estão presentes em outras frutas e no suco de uva, há uma grande discussão sobre qual bebida é mais benéfica e se esse é realmente o composto benéfico ao coração.
Por mais que tomar vinho seja uma atividade prazerosa, se você tiver ou conhecer alguém com algum problema vascular ou hipertensão diga a ele para conversar com o médico sobre a situação e sempre preferir a moderação!



Postado por Natacha Amorim

Referência bibliografica:
http://artigocientifico.uol.com.br/uploads/artc_1189124935_21.pdf
http://www.incor.usp.br/conteudo-medico/geral/vinho%20e%20o%20coracao.html
http://quimicadealimentos.files.wordpress.com/2009/08/antioxidantes-do-chocolate-amargo-e-do-vinho-tinto.pdf
http://www.revista-fi.com/materias/83.pdf
http://www.uvibra.com.br/vinhoesaude_28.htm
http://www.vidaintegral.com.br/belezasaude/prevencao/sucodeuva.php

            

13 de jan de 2011

Retrospectiva de ações!


Olá queridos blogueiros,

Aproveitando esse clima de ano novo façamos uma retrospectiva de algumas campanhas que aconteceram em 2010 para conscientizar a população a respeito da hipertensão e que não devem ser esquecidas. Em abril de 2010, o Ministério da saúde lançou a Campanha de Prevenção e Controle da Hipertensão que contava com folder, filme, jingle e cartazes. A campanha foi veiculada entre os dias 26/04 e 30/04. Por mais que não esteja sendo mais divulgada, ela serviu para apresentar com muita força a campanha criada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia: Eu sou 12 por 8. É uma campanha ativa que conta com a participação de vários especialistas e recebe apoio de várias pessoas, inclusive do meio artístico. Pelo site, qualquer pessoa tem acesso ao material de conscientização. Não é porque 2010 acabou que as boas ideias devam ser esquecidas! Viva 2011 com saúde!

Aqui está um exemplo do material divulgado pelo Ministério da Saúde, o resto do material se encontra em:
Se você quiser participar ativamente ou obter mais informações, acesse: http://www.eusou12por8.com.br/

12 de jan de 2011

AVC

            Boa noite pessoal! Hoje nós temos um novo post e o tema desse é AVC. Bom, vamos lá!



             Acidente Vascular Cerebral (AVC),  Acidente Vascular Encefálico (AVE) ou Derrame Cerebral, como é conhecido popularmente,  é a interrupção da irrigação sanguínea de alguma região do sistema nervoso, em geral do encéfalo, causando o fim da oxigenação e da nutrição da parte afetada. Essa falta de oxigênio e de nutrientes necessários ao bom funcionamento do Sistema Nervoso Central (SNC) acarretará na perda da funcionalidade das células nervosas, os neurônios.
            O AVC pode ter duas causas: isquemia cerebral ou hemorragia cerebral. A isquemia se refere a uma redução do fluxo sanguíneo para uma determinada área do corpo, no caso, para o cérebro. Já a hemorragia cerebral se refere à perda de sangue devido à ruptura de um vaso sanguíneo.



             O primeiro tipo de AVC, o isquêmico, ocorre devido à falta de irrigação sanguínea em determinada área cerebral, causando a morte do tecido nervoso. O segundo tipo de AVC, o hemorrágico, por sua vez, é menos frequente e se dá pela ruptura de uma artéria ou de uma veia intracranianas, podendo levar a formação de um coágulo que interrompa o fluxo sanguíneo.



            Os sintomas e as sequelas do derrame cerebral podem ser as mais diversas, dependendo da área que foi afetada. Os locais mais afetados pelo AVC isquêmico são a artéria cerebral média e artéria cerebral anterior. Aquele causa, predominantemente, a paralisia de apenas um dos lados da face ou de um dos membros superiores. Já a obstrução a artéria cerebral anterior costuma causar a paralisia de um dos membros inferiores. O AVC hemorrágico costuma acontecer em vasos diferentes daqueles em que ocorrem o AVC isquêmico, como em locais onde as artérias são mais susceptíveis à ruptura, como, por exemplo, nas bifurcações.
            O encéfalo é, geralmente, o local que mais rapidamente e intensamente sofre as consequências do AVC. Isso por que é uma região com alta taxa de atividade metabólica e que depende, então, de irrigação sanguínea constante. Por controlar todas as funções do metabolismo corporal, o AVC apresenta altos níveis de óbito e de sequelas graves.
            O AVC hemorrágico é altamente fatal e, quando não ocasiona a morte do paciente, costuma deixar sequelas graves e incapacitantes.
            O melhor tratamento para o derrame cerebral é a prevenção. Isto por que costuma ser uma doença silenciosa e, quando aparecem os sintomas, a situação já é muito grave e o tratamento sintomático é preferencial. Há, para o acontecimento de um AVC, fatores de risco que aumentam a probabilidade de que esse aconteça. Entre esses fatores temos: hipertensão, aterosclerose, diabetes mellitus, hipercolesterolemia (níveis altos de colesterol), tabagismo e outras doenças cardiovasculares. Usa-se, atualmente, trombolíticos para o tratamento durante a fase aguda do AVC isquêmico. Trombolíticos são medicamentos utilizados no tratamento de trombos pois dissolve a rede de fibrina e, logo, os trombos. O tratamento do AVC hemorrágico, por sua vez, é mais complicado. Quando viável, costuma-se intervir cirurgicamente na região afetada pela hemorragia, dando fim à essa.. No entanto, nem sempre essa área é acessível e, nesses casos, costuma-se tratar a hipertensão craniana com suporte clínico e, em casos mais graves, com a craniotomia, que é a abertura do crânio.
            O AVC, quando não leva o paciente a óbito, acarreta em grandes gastos financeiros para a família, pois o tratamento específico, a reabilitação e a readaptação do paciente geram gastos muito elevados.


            O principal fator de risco para o ocasionamento de um derrame cerebral é a hipertensão, chegando a estar presente em 80% dos casos de derrame cerebral. Isto por que a hipertensão pode causar diversos outros problemas cardiovasculares, que também são fatores de risco para o derrame cerebral. O risco de uma pessoa hipertensa desenvolver um AVC é quase 5 vezes maior do que uma pessoa normotensa. Se a hipertensão estiver associada a obesidade, alto consumo de sal, tabaco ou álcool, a chace de ocorrer um derrame cerebral é ainda maior. Quando a hipertensão está devidamente controlada, as taxas de incidência do derrame cerebral diminuem consideravelmente.
            Curiosamente, é bom que os fatores de risco para o AVC sejam hipertensão, hipercolesterolemia, tabagismo, álcool e obesidade. Isto pois são todos fatores que podem ser controlados e/ou revertidos. No entanto, tal fato só pode ser aproveitado quando houver estratégias para se levar uma vida saudável.


            Felizmente, têm-se notado uma redução no número de casos de AVC no mundo. Acredita-se que isso se deve ao melhor controle da hipertensão arterial que vêm acontecendo em todo o mundo, assim como pesquisas apontam também a redução do nível de colesterol sanguíneo e da prevalência do hábito de fumar.
            Logo, vê-se que que a hipertensão está intimamente relacionada ao surgimento de um derrame cerebral. A detecção e controle da hipertensão, então, é um ponto fundamental de qualquer programa de prevenção. Estes, devem ser realizados de todas as formas possíveis por serem a principal forma de atuação que reduza o número de  casos de derrame cerebral.

            Bom, espero que tenham aproveitado e, qualquer dúvida, é só nos procurar. Cruj Cruj, Tchau!

Referência Bibliográficas

NETO, José Eluf; LOTUFO, Paulo Andrade e DE LÓLIO, Cecília Amaro. Tratamento da Hipertensão e Declínio da Mortalidade por Acidentes Vasculares Cerebrais.





Postado por: Luísa Ferraço de Paula

Aspirina

        A aspirina teve suas aplicações inicialmente descobertas empiricamente há mais de cem anos, quando se tinha conhecimento apenas de sua capacidade analgésica e antiinflamatória. Desde então, teve suas propriedades incontavelmente pesquisadas. Hoje, tem-se conhecimento de inúmeras prorpiedades desse fármaco, inclusive relacionadas a doenças cardíacas e circulatórias. Ele pode ser usado para a diminuição da pressão arterial (por meio da vasodilatação) e para inibir a agregação plaquetária, sendo indicado seu uso diário por pessoas com angina no peito instável (dor no peito causada pela má circulação do sangue nas artérias coronárias), que sofreram infarto agudo do miocárdio (prevenção de reinfarto), após cirurgias e intervenções nas artérias (como ponte de safena), para evitar a ocorrência de disturbios transitórios da circulação cerebral (ataque de isquemia cerebral transitória) e de infarto  cerebral após as primeiras manifestações (paralisia transitória da face ou dos músculos dos braços ou perda da visão).

        Sua propriedade de inibir a agregação plaquetária e promover vasodilatação provém da capacidade do ácido acetilsalicílico (AAS), após ser transformado em seu principal metabólito ativo, o ácido salicílico, de inibir irreversivelmente a síntese de enzimas COX.
COX existe como duas isoformas, COX-1 e COX-2, que são responsáveis pela conversão do ácido araquidônico, um ácido graxo derivado de fosfolipídios da membrana, para tromboxano A, (PA2) e prostaglandina I (PGI-2, também conhecida como prostaciclina).
         A produção de PGI-2 é mais afetada pela inibição de COX-2, ocorre principalmente em células endoteliais que revestem a parece dos vasos sanguíneos e tem funçção vasodilatadora e de inibir a agregação plaquetária. Já o TXA-2 é mais afetado pela inibição de COX-1, produzido principalmente pelas plaquetas e é um potente mediador da agregação plaquetária e de vasoconstrição. Como a enzima COX-I (plaquetas) parece ser mais sensível à inibição por doses baixas de ácido acetilsalicílico do que a COX-2 (endotélio vascular), o ácido acetilsalicílico inibe a síntese de TXA-2 mais intensamente que a de PGI-2, cujos efeitos acabam sobressaindo sobre os do TXA-2. É devida a isso sua capacidade de evitar hipertensão e formação de trmbos e coágulos no sangue.
             
          Além disso, o ácido acetilsalicílico se liga irreversivelmente ao centro ativo da COX e impede que as plaquetas existentes sejam capazes de produzir mais TXA-2 para o resto de suas vidas (7-10 dias). Assim, quando o tratamento com AAS é interrompido e novas plaquetas vão sendo produzidas, o centro ativo da COX volta a atuar, e com isso a agregação plaquetária e a capacidade de vasoconstrição (fator de aumento da pressão arterial) são rapidamente restaurados. É por isso que pessoas com as enfermidades acima citadas devem ingerir o medicamento diariamente, desde que ocorra sob orientação médica.
           Isso mostra uma pequena parte da capacidade de ação da aspirina, à qual se soma a vantagem do medicamento comprovadamente não apresentar potencial mutagênico ou carcinogênico, sendo, porttanto, um medicamento seguro de ser ingerido caso a pessoa não seja alérgica, esteja grávida ou desrespeite os casos de contra indicação. Por isso a aspirina é considerada por muitos o fármaco mais importante de nossa época, além de ser o mais estudado deles!


           Postado por Bruna.
           Referências bibliográficas:
          http://www.pharmapaedia.info/index.php?title=Acetylsalicylic_acid
          http://www.pdamed.com.br/diciomed/pdamed_0001_16339.php
          http://www.bulas.med.br/p/tromboxano+a2-74782,4.html
          http://www.medicamentobrasil.com.br/produtos_descricao_bulario.asp?codigo_bulario=6199
          http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0482-50042005000300007&script=sci_abstract&tlng=pt