16 de dez de 2010

O Anticoncepcional e a Pressão Arterial

            Olá queridos internautas! Quem está postando hoje é a Bruna, e o assunto a ser tratado é a influência do uso de anticoncepcionais na alteração da pressão arterial! Espero que gostem!
            Apesar da importância que tiveram os anticoncepcionais para o processo de diminuição da natalidade, ingresso da mulher no mercado de trabalho, independência profissional e financeira e reconhecimento frente aos homens, sendo uma das principais marcas da revolução dos costumes e da maneira de encarar o mundo nos anos 60, essas pílulas, infelizmente, não trouxeram apenas benefícios às mulheres. Estudos apontaram que, principalmente nos primeiros anos de sua criação, quando a quantidade de estrógeno e progestogênio em cada pílula eram relativamente elevados, os anticoncepcionais causaram hipertensão em cerca de 5% das mulheres que os utilizaram durante cinco anos ou mais! 
           O mecanismo pelo qual os anticoncepcionais causam hipertensão não é plenamente conhecido, mas acredita-se que ele tenha influência no sistema renina-angiotensina-aldosterona (que será abordado posteriormente nesse blog), com uma atividade acima da basal, diminuição do nível da enzima que inativa angiotensina II, retensão de sódio, maior nível sanguíneo de estrógeno, aumento de atividade simpática como avaliada pelo nível de dopamina-hidroxilase plasmática, além da possível diminuição de produção de prostaciclina. 
           Não se deve pensar, porém, que isso signifique que os anticoncepcionais não devam ser usados. Isso porque os anticoncepcionais mais novos não possuem doses tão elevadas de estrógeno e progestogênio e, compostos com novas fórmulas, como o formado por 30ug de etinilestradiol e 75ug de gestodene, se mostraram inofensivos sobre a pressão arterial em uma pesquisa que durou 18 meses.
           Assim, a preocupação com o uso de anticoncepcional só deve ocorrer se a mulher fizer parte de grupos de risco. Esse é o caso de mulheres que já apresentam, na média, uma pressão arterial elevada e que, segundo as pesquisas, são as que mais têm a pressão elevada com o uso das púlilas. É também o caso de mulheres com história prévia de hipertensão na gravidez, que têm o hábito de consumir bebidas alcoólicas associado ao uso das pílulas, obesas e fumantes. Para essas mulheres, é necessária atenção constante quanto aos níveis pressóricos, sendo mais indicada a instituição de métodos anticoncepcionais alternativos.
           Um dado
curioso acerca de alterações decorrentes do uso de anticoncepcionais é que apenas provocam aumento da pressão sistólica, praticamente não influênciando a pressão diastólica! A elevação pressórica decorrente do uso de pílulas, porém, não é permanente. Estudos também mostraram que, ao se interromper o tratamento após a detecção da hipertensão, a grande maioria das mulheres tiveram seus níveis pressóricos novamente estabilizados em valores considerados normais.
            Desse modo, a pílula continua sendo um grande instrumento do universo feminino para sua adaptação ao mundo moderno e um reconhecimento frente à sociedade cada vez maior. Basta que seu uso se dê sob a segurança de que a mulher não faz parte de um dos grupos de risco e que, principalmente, seja sempre feito sob orientação médica!

Referências Bibliográficas:
   http://50anosdapilula.com.br/Pesquisa50AnosPilula_ReleaseMidiaSocial.pdf
   www.fmrp.usp.br/revista/1996/.../hipertensao_arterial_secundaria.pdf
   http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X1985000200005
   www.scielo.br/pdf/csp/v1n2/v1n2a05.pdf

           

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